Brasília é 4ª capital do país com maior tempo de deslocamento, segundo pesquisa

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Por TV Globo

 


Carros em pista da Asa Norte, em Brasília — Foto: TV Globo/ReproduçãoCarros em pista da Asa Norte, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Carros em pista da Asa Norte, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Brasília é a 4ª capital do país com o maior tempo de deslocamento no transporte público, segundo a pesquisa do aplicativo Moovit. Conforme o levantamento divulgado nesta quarta-feira (15), o morador do Distrito Federal leva, em média, 61 minutos para fazer o trajeto de casa ao trabalho, por exemplo.

Foram analisados dados de 99 cidades de 25 países, sendo 10 municípios no Brasil. A nível nacional, a capital federal ficou atrás apenas do Rio de Janeiro – com média de 67 minutos de tempo de deslocamento – e de São Paulo e de Recife – ambos com média de 62 minutos.

Tempo médio de deslocamento em capitais brasileiras
Minutos6767626262626161Rio de Janeiro (RJ)São Paulo (SP)Recife (PE)Brasília (DF)020406080

São Paulo (SP)
Cidades 62
Fonte: Moovit

O Distrito Federal também se destaca pelas distâncias: 47% da população percorre mais de 12 km nos trajetos – seja em transporte privado, compartilhado ou de ônibus. Com este percentual, a capital é a primeira do ranking nacional.

O preço alto das passagens e a infraestrutura precária do transporte público no DF fizeram aumentar a quantidade de carros nas pistas. Atualmente, 1.828.489 veículos circulam pela cidade. Em contraponto, no transporte público, 53% dos passageiros precisam pegar mais de um ônibus para se locomover.

“Quando a gente não tem investimento no transporte público, em geral, as vias começam a ficar mais congestionadas, e com mais poluição sonora e atmosférica”, disse o gerente do Moovit Brasil, Pedro Palhares.

Ônibus do transporte público de Brasília com portas do lado esquerdo — Foto: TV Globo/ReproduçãoÔnibus do transporte público de Brasília com portas do lado esquerdo — Foto: TV Globo/Reprodução

Ônibus do transporte público de Brasília com portas do lado esquerdo — Foto: TV Globo/Reprodução

Mobilidade

Em 2010, o GDF inaugurou a EPTG, mas, somente agora, dez anos depois, chegaram os ônibus com porta do lado esquerdo – para serem usados no corredor exclusivo, e garantir a segurança dos passageiros.

O Trevo de Triagem Norte segue em construção na saída da Ponte do Bragueto após 5 anos em obras. E o BRT da Saída Norte, promessa que beneficiaria os moradores de Sobradinho e de Planaltina, sequer saiu do papel.

No metrô, a última expansão foi em 2008, quando uma das linhas chegou a Ceilândia. A concessionária diz que até tem projetos de expansão – para o final da Asa Norte e, também, dentro de Ceilândia e de Samambaia – mas que “não tem recursos” para executá-los.

Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília — Foto: TV Globo/ReproduçãoRodoviária do Plano Piloto, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Sobre a demora dos ônibus nos trajetos, o subsecretário de Infraestrutura e Planejamento da Secretaria de Mobilidade explicou que “há mais veículos nos horários de pico”, o que provoca maior trânsito nas vias, e que o governo aumentou a fiscalização das empresas para evitar atrasos.

“Os processos de fiscalização implantados pela Semob estão em campo exatamente para evitar que este tipo de problema continue e atrapalhe a vida dos usuários”, disse José Soares de Paiva.

José Soares de Paiva, subsecretário de Infraestrutura e Planejamento da Secretaria de Mobilidade DO df — Foto: TV Globo/ReproduçãoJosé Soares de Paiva, subsecretário de Infraestrutura e Planejamento da Secretaria de Mobilidade DO df — Foto: TV Globo/Reprodução

José Soares de Paiva, subsecretário de Infraestrutura e Planejamento da Secretaria de Mobilidade DO df — Foto: TV Globo/Reprodução

O GDF afirma que pretende expandir os corredores de ônibus na Saída Sul e criar quatro BRTs, que sairiam do final da Asa Norte até Planaltina, e de Taguatinga e Samambaia com destino ao Plano Piloto. O prazo para realização, porém, não foi definido.

“A decisão em relação a qual deles iniciar é de política de governo, que está diretamente relacionada à disponibilidade e recursos financeiros”, explicou Paiva. “O interesse do governo é implantar esses corredores, porque eles são o único meio de transporte público com confiabilidade e segurança para os usuários dessas regiões administrativas.”

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News

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