Quais as profissões que mais sofrem acidentes de trabalho no DF?

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Quais as profissões que mais sofrem acidentes de trabalho no DF?

Técnicos de enfermagem, coletores de lixo e carteiros lideram o ranking de registros no INSS, conforme levantamento do MDados

Liderina/istock.comLIDERINA/ISTOCK.COM

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebeu 2.033 Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) no Distrito Federal no primeiro semestre deste ano, conforme análise do (M)Dadosnúcleo de tratamento de grandes volumes de informação do Metrópoles.

Os números também apontam que algumas categorias sofrem muito mais acidentes do que outras. Técnicos de enfermagem (foto em destaque), por exemplo, lideram o ranking, com 228 ocorrências, seguidos por coletores de lixo (116) e carteiros (92). Juntas, as três categorias reúnem 21,45% do total de casos, uma em cada cinco comunicações ao INSS.

CATEGORIAS QUE MAIS TIVERAM ACIDENTES

Os dados se referem às Comunicações de Acidente de Trabalho no Distrito Federal do 1º semestre de 2019

1.Técnico de Enfermagem
2.Coletor de Lixo
3.Carteiro Assistente Administrativo
4.Ajudante de Obra
5.Repositor de prateleira
6.Açougueiro
7.Enfermeiro
8.Auxiliar de Escritório
9.Consultor de Vendas

O tipo de acidente varia muito entre as categorias. Enquanto técnicos de enfermagem sofrem por estarem em contato com doenças transmissíveis e por usarem objetos cortantes, coletores de lixo e carteiros têm dores por carregarem peso. Além disso, os entregadores de correspondências também lidam com estresse agudo.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sindect-DF), Amanda Gomes, a situação acontece devido à sensação de insegurança.

“Nas áreas de distribuição de encomendas, tem a questão do assalto mais acentuada, principalmente quando chegam períodos de festividade, como a Black Friday e o fim do ano”, revelou. Amanda também lembra que já existiu em Brasília uma quadrilha especializada em roubar carteiros, desmantelada após ação policial. “Tem trabalhador que foi afastado mais de cinco vezes “, continuou.

O tipo de acidente varia muito entre as categorias. Enquanto técnicos de enfermagem sofrem por estarem em contato com doenças transmissíveis e por usarem objetos cortantes, coletores de lixo e carteiros têm dores por carregarem peso. Além disso, os entregadores de correspondências também lidam com estresse agudo.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sindect-DF), Amanda Gomes, a situação acontece devido à sensação de insegurança.

“Nas áreas de distribuição de encomendas, tem a questão do assalto mais acentuada, principalmente quando chegam períodos de festividade, como a Black Friday e o fim do ano”, revelou. Amanda também lembra que já existiu em Brasília uma quadrilha especializada em roubar carteiros, desmantelada após ação policial. “Tem trabalhador que foi afastado mais de cinco vezes “, continuou.

Falta de dados
Mesmo após pedido da reportagem, o INSS não informou quantas CATs foram feitas no primeiro semestre do ano passado. O dado seria usado para comparação. No entanto, o Ministério da Economia disponibiliza anuários estatísticos sobre o assunto até 2017.
De acordo com a última edição, o número de acidentes no DF tem caído desde 2015. Eles passaram de 6,1 mil naquele ano para 5,8 mil no ano seguinte e 5,2 mil em 2017. O cálculo, entretanto, precisa ser relativizado por conta da sazonalidade nos dados. Algumas categorias têm mais acidentes no fim do ano, quando ocorrem as celebrações de Natal e Réveillon. Esse é o caso dos carteiros, mencionado acima.
Adaptações: Alexandre Torres
Guará news

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