Números alarmantes na secretaria de educação do DF. problemas de saúde causaram 56,9 mil afastamentos

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

Educação no DF: problemas de saúde causaram 56,9 mil afastamentos

A quantidade em 2019 foi a maior desde 2016, mesmo com a queda no número de professores da rede pública do Distrito Federal

Michael Melo / Metrópoles

MICHAEL MELO / METRÓPOLES

Adaptações: Alexandre Torres
Guará News
Afastamentos por motivos de saúde entre servidores da Secretaria de Educação do Distrito Federal atingiram o maior nível em quatro anos. Após uma queda em 2016, o número vem aumentando paulatinamente apesar da diminuição de professores contratados.
No último ano, foram 56,9 mil dispensas por questões de saúde, em sua maioria, educadores da rede pública. O pico foi registrado em 2015, quando 61,8 mil pedidos foram concedidos. Os dados são da Secretaria de Economia do DF.

Para a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) Rosilene Correa, os dados corroboram que há algo muito grave a ser combatido na capital do país.

“O crescimento dos afastamentos por motivos de saúde leva a outros três problemas. O primeiro é no cuidado com o servidor, que adoece trabalhando. O segundo é financeiro, já que os afastamentos geram gastos adicionais para a administração pública, que precisa contratar substitutos. O terceiro é pedagógico, já que os alunos sofrem com o rodízio de professores”, afirmou. “Ou o governo leva isso muito a sério e pensa em política de valorização da categoria, ou vai se tornar uma situação insustentável.”

Segundo o pesquisador do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Heleno Correa, a situação é um reflexo do Brasil. “Quando tem piora coletiva do trabalho, o professor serve de indicador de quanto é aguda e precária a situação de todos os outros que estão com eles na mesma situação”, explicou.

“O que vem acontecendo é um fenômeno de décadas. Há um choque intenso em relação às condições de trabalho do ponto de vista nacional e aqui no DF não foge à regra do que acontece no país inteiro”, continuou. “Com a queda do financiamento da educação, quem já tinha pouco tem muito mesmo. Então aumenta número de pessoas adoecidas, nervosas.”

Questionada, a Secretaria de Educação forneceu números menores. No entanto, os dados confirmam a realidade vivida pelos servidores da pasta. As principais causas, de acordo com o órgão, são “transtornos mentais, comportamentais, doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, tendinite e artrite”. Para lidar com a questão, a secretaria informou que são desenvolvidas ações para a promoção do bem-estar de servidores, bem como palestras sobre a prevenção de doenças variadas, incluindo os transtornos sociais e psicológicos.

Maiores problemas apresentados pelos professores:

  • Distúrbios vocais. …
  • Dores nas costas. …
  • Esgotamento mental ou físico (Síndrome de Burnout) …
  • Problemas respiratórios.

Você também pode querer ler