Investigações continuam. Delegado sobre trio que esteve com mulher morta: “Escondem algo”

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

Delegado sobre trio que esteve com mulher morta: “Escondem algo”

Polícia vai voltar a periciar apartamento onde Rubiana passou três dias antes de cair de prédio no Guará

4ª Delegacia de Polícia (Guará) dá continuidade às investigações que apuram a morte de Rubiana Rosa dos Santos (foto em destaque), 44 anos, encontrada morta caída em um tanque de oficina no Guará. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) praticamente descartou a hipótese de queda acidental e, por isso, irá realizar, nesta sexta-feira (25/10/2019), uma nova perícia no estabelecimento e no apartamento onde a vítima estava antes de morrer.

Nessa quinta (24/10/2019), investigadores ouviram as três pessoas que viram Rubiana com vida pela última vez. São elas: Uarlei Alves de Lima, Wilson Rodrigues Amodeo e Danúbia Mangueira de Santana. A narrativa dos envolvidos, no entanto, não convenceu as autoridades policiais. O trio é tratado como suspeito.

De acordo com o delegado-chefe da 4ª DP, João Maciel, Wilson e Danubia (fotos mais abaixo) são os proprietários do apartamento de onde Rubiana teria caído ou sido jogada. “Já sabemos o motivo, resta saber como se deu a dinâmica do crime. Sabemos que vítima e suspeitos passaram três dias bebendo antes de ela ser achada morta. Eles foram ouvidos, mas entraram em contradição. Estão ocultando algo da polícia”.

Segundo o delegado, os depoimentos prestados não batem com os horários dos vídeos de circuito interno obtidos pela PCDF. “Estamos analisando mais de 30 horas de imagens e o que dizem não está de acordo com elas. As gravações mostram eles juntos por pelo menos três dias. Temos uma testemunha que conta ter havido uma discussão antes da morte”, acrescenta.

Oficina  aonde foi encontrada Rubiana.
Fotos: Alexandre Torres
Guará News

A Polícia Civil vai ouvir mais testemunhas do caso nos próximos dias. Os suspeitos também são esperados para prestar esclarecimentos. As linhas de investigação, até o momento, são: feminicídio, suicídio ou acidente.

“Ela caiu em pé e teve fratura exposta no tornozelo. Pode ter escorregado também, parece que se segurou nos grilhões e nas telhas na descida. A queda foi muito rente ao prédio. Seria difícil uma pessoa jogá-la de lá, a queda seria mais afastada”, finalizou o investigador.

Adaptações:

Alexandre Torres

Guará news

Você também pode querer ler