Filme brasileiro que vai tentar disputar Oscar estreia em 4 cinemas do DF

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Por Luiza Garonce, G1 DF

 


Cena do filme 'A vida invisível' — Foto: DivulgaçãoCena do filme 'A vida invisível' — Foto: Divulgação

Cena do filme ‘A vida invisível’ — Foto: Divulgação

O filme brasileiro escolhido para tentar disputar o Oscar 2020 “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, do diretor cearense Karim Aïnouz, estreia nacionalmente nesta quinta-feira (21). Em Brasília, o longa-metragem será exibido em quatro complexos de cinema, em 14 sessões (veja programação ao final).

Premiado em Cannes, na Semana Internacional de Cinema da Espanha, no Festival de Cinema de Lima e no de Munique, “A vida invisível” fez pré-estreia na capital federal no dia 28 de outubro, com uma sessão única no Cine Brasília. Na ocasião, Aïnouz e a assistente de direção, Nina Kopko, participaram de um bate-papo com a plateia.

Segundo o diretor, o filme faz o retrato de uma geração de mulheres que estão vivas até hoje e que “passaram por coisas inimagináveis” em razão da “violência naturalizada pelo sistema patriarcal”.

“Me interessava falar sobre a rede de mulheres e o quanto isso as tornou mais fortes para superar as adversidades, numa época em que ainda nem se falava em sororidade.”

A assistente de direção, Nina Kopko, e o diretor Karim Aïnouz, do filme "A vida invisível de Eurídice Gusmão" em debate no Cine Brasília após sessão de pré-estreia — Foto: Luiza Garonce/G1 DFA assistente de direção, Nina Kopko, e o diretor Karim Aïnouz, do filme "A vida invisível de Eurídice Gusmão" em debate no Cine Brasília após sessão de pré-estreia — Foto: Luiza Garonce/G1 DF

A assistente de direção, Nina Kopko, e o diretor Karim Aïnouz, do filme “A vida invisível de Eurídice Gusmão” em debate no Cine Brasília após sessão de pré-estreia — Foto: Luiza Garonce/G1 DF

O longa é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha, publicado em 2016, e conta a história de duas irmãs – Eurídice e Guida – cujos sonhos, aspirações profissionais e projeções de futuro são esmagados por uma cultura machista opressora.

Imerso no contexto sociopolítico da década de 1950 no Rio de Janeiro, o filme se desenvolve sob o manto do patriarcado, que dita a relação dessas mulheres entre si e com os homens aos quais se veem submetidas.

Com o passar dos anos, Eurídice e Guida se tornam invisíveis não apenas socialmente, mas entre si. Ao contrário do livro, que conta a história pela perspectiva de Eurídice, o filme dá protagonismo à relação das irmãs.

Cena do filme A Vida Invisível  — Foto: Divulgação

Cena do filme A Vida Invisível — Foto: Divulgação

Na pré-estreia do filme em Brasília, a assistente de direção falou da proximidade desta história ficcional com a vida das mulheres reais de hoje. “Criamos em cima de duas vidas específicas, mas a história delas ressoa em mulheres reais”, disse Nina Kopko.

“O que as personagens vivem no filme é estrutural, não individual.”

Oscar 2020

Karim Ainouz, diretor de 'A Vida Invisivel de Euridice Gusmao', recebe o prêmio da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019 — Foto: ReutersKarim Ainouz, diretor de 'A Vida Invisivel de Euridice Gusmao', recebe o prêmio da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019 — Foto: Reuters

Karim Ainouz, diretor de ‘A Vida Invisivel de Euridice Gusmao’, recebe o prêmio da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019 — Foto: Reuters

“A vida invisível” foi o filme indicado pela Academia Brasileira de Cinema para tentar uma vaga no Oscar 2020. O filme disputou com outros 11 concorrentes e, agora, vai tentar uma dos cinco indicações na categoria “Melhor Filme Internacional” – antes, chamada “Filme em Língua Estrangeira”.

“Não foi consenso, mas todos gostamos do filme”, declarou Anna Muylaert, presidente da comissão, em agosto, quando a escolha foi anunciada. Segundo ela, o placar foi de 5 para “A vida invisível” contra 4 para “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Habituado na década de 1940, "A Vida Invisível" mostra os conflitos e dificuldades enfrentadas por duas irmãs num ambiente patriarcal — Foto: DivulgaçãoHabituado na década de 1940, "A Vida Invisível" mostra os conflitos e dificuldades enfrentadas por duas irmãs num ambiente patriarcal — Foto: Divulgação

Habituado na década de 1940, “A Vida Invisível” mostra os conflitos e dificuldades enfrentadas por duas irmãs num ambiente patriarcal — Foto: Divulgação

A última vez que o Brasil esteve no Oscar foi em 1999, quando “Central do Brasil”, de Walter Salles, concorreu à estatueta nas categorias “melhor filme estrangeiro” e “melhor atriz”, com indicação de Fernanda Montenegro – que, curiosamente, está no elenco do novo filme de Aïnouz.

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News

Veja na estreia

Cinemark Iguatemi Brasília

  • 15h50
  • 19h
  • 22h

Cinemark Pier 21

  • 12h45
  • 15h40
  • 18h45
  • 21h30

Espaço Itaú de Cinema

  • 13h20
  • 16h
  • 18h40
  • 21h20

Kinoplex ParkShopping

  • 15h50
  • 18h
  • 20h50

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