Caso Noélia: ligações telefônicas entre vítima e suspeito duravam mais de 1 hora

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Por Afonso Ferreira, G1 DF

 


Noélia Rodrigues de Oliveira tinha 38 anos e trabalhava em uma loja de roupas, em Brasília — Foto: Arquivo pessoalNoélia Rodrigues de Oliveira tinha 38 anos e trabalhava em uma loja de roupas, em Brasília — Foto: Arquivo pessoal

Noélia Rodrigues de Oliveira tinha 38 anos e trabalhava em uma loja de roupas, em Brasília — Foto: Arquivo pessoal

A vendedora Noélia Oliveira, de 38 anos, e o vizinho suspeito do assassinato dela fizeram várias ligações um para o outro com mais de 1 hora de duração. A informação foi dada pela delegada Adriana Romana, da 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires, no Distrito Federal.

De acordo com a investigadora, a vendedora e o operador de máquinas pesadas Almir Evaristo Ribeiro, de 43 anos, tinham um “relacionamento extraconjugal de aproximadamente quatro meses”.

O homem foi preso nesta quinta-feira (24) pelo crime. Na delegacia, ele ficou calado e não respondeu sobre o motivo do homicídio.

“A gente teve acesso ao extrato de ligações dela e verificamos várias ligações com o autor. São ligações que duram mais de 1 hora. Se você fala com seu vizinho por mais de 1 hora, você tem uma relação mais íntima com ele. “

Mãe de três filhos – com 5, 9 e 16 anos –, Noélia foi vista pela última vez no dia 17 de outubro, após fechar a loja onde trabalhava. Ela não voltou para casa. No dia seguinte, o corpo da vendedora foi encontrado em uma estrada de terra na região de Vicente Pires, perto da via Estrutural.

No dia em que o corpo da vítima foi encontrado, colegas de Noélia, que preferiram não se identificar, a vendedora disse que iria para casa de carona.

Telefonemas

Na última terça-feira (22), o sobrinho de Noélia Marcus Aurélio Silva, entregou à Polícia Civil as contas telefônicas da vendedora. Com os extratos, a polícia chegou até Almir Evaristo Ribeiro.

o sobrinho da vítima disse que “ele vigiava a tia”. Ainda de acordo com o jovem, “foi um crime brutal”.

Noélia Rodrigues foi assassinada com um tiro no rosto em uma estrada de terra em Vicente Pires, no DF — Foto: Facebook/Arquivo pessoalNoélia Rodrigues foi assassinada com um tiro no rosto em uma estrada de terra em Vicente Pires, no DF — Foto: Facebook/Arquivo pessoal

Noélia Rodrigues foi assassinada com um tiro no rosto em uma estrada de terra em Vicente Pires, no DF — Foto: Facebook/Arquivo pessoal

Suspeito deu pêsames

Segundo a polícia, um dia depois do assassinato, Almir ligou para o marido da vítima lamentando a morte. O suspeito mora na mesma rua da família da vendedora.

“Ele mandou também uma mensagem no outro dia dizendo que sentia muito pela morte e declarou os pêsames. Disse que era um momento muito difícil e que eles estavam ali à disposição”, disse a delegada.

O marido de Noélia, Marcos Paulo, conhecia o acusado. Durante coletiva de imprensa, a delegada Adriana Romana disse que ele não desconfiava do “relacionamento extraconjugal”. Parentes afirmaram que o marido “ficou em estado de choque” ao descobrir o envolvimento entre os dois.

Já a mulher de Almir contou na delegacia que chegou a desconfiar da relação, mas “como nunca tinha visto com os próprios olhos”, não comentou com ninguém.

Quem é Almir?

Almir Evaristo era vizinho de Noélia Rodrigues e foi preso por suspeita de feminicídio, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Almir Evaristo era vizinho de Noélia Rodrigues e foi preso por suspeita de feminicídio, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Já Almir Evaristo é casado e tem dois filhos – de 15 e 20 anos. O homem é natural do estado do Tocantins e trabalha como operário de maquinas pesadas. Ele não tinha passagem pela polícia. Segundo as investigações, no dia do crime ele saiu do trabalho, no Recanto das Emas, e foi ao encontro de Noélia.

Investigação

A Polícia Civil do DF deu o caso por solucionado nesta quinta-feira (24), uma semana após o assassinato da vendedora. De acordo com a corporação, o caso é investigado como feminicídio.

“Tudo que apuramos até agora reforça essa tese.”

A investigação contou com toda a equipe da 38ª DP, “que usou ferramentas de inteligência para chegar ao autor”, segundo a delegada Adriana Romana.

Feminicídios

Com a morte de Noélia, o Distrito Federal teve 27 feminicídios em 2019.

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News

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