Atenção redobrada nas compras de última hora para aproveitar promoções e evitar problemas

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Compras de última hora precisam de maior atenção para evitar transtornos

Muitos só conseguem ir atrás dos presentes de Natal na véspera da festividade. Comparar preços e condições de pagamentos, checar prazos para troca e observar se o produto está com algum defeito são dicas para evitar problemas


Natal se aproxima, e muitas pessoas deixam para o último minuto as compras típicas do período. Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que aproximadamente 13,2 milhões de brasileiros devem comprar os presentes em cima da hora. A correria faz com que alguns deixem de lado cuidados importantes. A pressa e a tentação do consumidor após receber os benefícios de fim de ano são as principais causas de dores de cabeça.
Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, postergar as compras, apesar de não ser o ideal, às vezes é a única saída: “Muitas pessoas têm o trabalho puxado e somente perto da festividade conseguem folga. Algumas empresas dão férias neste período do ano, e as que ficam se sobrecarregam para ajudar os colegas. Ninguém faz porque quer, mas devido às responsabilidades”, acredita.
Estipular o valor a ser gasto e preparar uma lista do que precisa ser comprado são dicas para facilitar as aquisições aos 45 minutos do segundo tempo, conforme explica o presidente: “Não dá para pesquisar preço com fila grande. Então, é interessante que, durante a procura pelo produto, o consumidor verifique o valor destinado para cada presente e o que deve ser gasto”, orienta. “É importante seguir o que foi definido anteriormente. Dessa forma, a pessoa pode se planejar para os gastos do ano seguinte, como matrículas, impostos, materiais escolares, festas de passagem de ano e gastos com as férias”, completa.
Para a arquiteta Isabel Nogueira, 42 anos, ir às lojas na véspera do feriado já virou costume. Ela explica que, com a correria do trabalho e os cuidados com a família, há uma década, opta por fazer as compras mais próximo da data. “Puxando pela memória, tenho feito isso pelo menos nos últimos 10 anos, quando minha filha nasceu. Com criança, fica mais complicado, né? Acabo me atrapalhando e deixo para comprar de última hora”, compartilha.
Neste ano, não será diferente. Isabel pretende ir ao shopping hoje, mas garante que toma as precauções para não cair em ciladas. “Faço questão de confirmar os valores no caixa, além dos prazos para trocas. Sempre guardo os cupons fiscais, até porque, nesta época, sempre há sorteios, e eu gosto de concorrer, né?”, brinca.

Atenção

O advogado e especialista em direito do consumidor Welder Rodrigues Lima explica que, entre os principais problemas enfrentados nas compras em cima da hora, estão a falta de atenção por parte do consumidor, que pode acarretar dificuldades futuras. Uma delas é a permuta de objetos: “Problemas com trocas. Mesmo em caso de defeito, a troca só é obrigatória se o reparo não for realizado em até 30 dias. Algumas lojas estipulam prazo de troca menor no caso de defeito. Há ainda compras com pequenos danos que só são percebidos depois”, adverte.
De acordo com Welder, é importante estar atento às aquisições na internet: “A pessoa deve verificar a confiabilidade do fornecedor, checar em sites de reclamações ou mesmo no site do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) se há um volume elevado de insatisfações por parte de outros consumidores”, sugere. “Em qualquer caso, deve-se obter o máximo de informações a respeito do produto a ser adquirido, o prazo de garantia e se a loja admite trocas”, reforça.
O comprador que se sentir lesado pode procurar órgãos de defesa do consumidor, como Procon, ou até mesmo a Justiça.
* Estagiária sob supervisão de Marina Mercante

Formas de economizar

Na ponta do lápis
Faça uma lista de pessoas que você pretende presentear e, para não perder o controle do orçamento, estime o valor do item a ser comprado.
13º salário
As lojas podem querer se aproveitar dos benefícios trabalhistas de fim de ano e aumentar os preços dos produtos. Para evitar dívidas, o consumidor pode recorrer à compra à vista ou no cartão de crédito, mas em parcela única.
Na hora da compra
Antes de fechar o negócio, o cliente pode exigir saber o preço do produto à vista e a prazo, as formas de pagamento e o valor dos juros, no caso de atraso de parcela.
Compra de brinquedos
É preciso estar atento ao selo visível ao consumidor. A embalagem deve conter dados do fabricante, informações sobre o produto e indicação de faixa etária.
Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)
Adaptações: Alexandre Torres
Guará News

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