Sífilis tem cura e tratamento pode ser feito nas UBSs

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Sífilis tem cura e tratamento pode ser feito nas UBSs

imagem06-11-2020-20-11-40Nas UBSs, testes rápidos são disponibilizados para o diagnóstico de sífilis. O resultado sai em até 30 | Foto: Breno Esaki / Agência Saúde

A sífilis adquirida está em ascensão no Distrito Federal como dados do último Boletim Epidemiológico divulgado pelo subsecretário de Vigilância para a Mostra de Saúde. A informação mostra que o aumento é mais significativo na população masculina, entre os jovens na faixa etária varia de 20 29 anos, com aumento de 37,9%, e na faixa etária de 30 39 anos, com um crescimento de 23,9%. A principal forma de prevenção contra esta Infecção Sexualmente Transmissora (IST) é o uso do preservativo e o acompanhamento com testes que podem ser feitos nas unidades básicas de saúde.

O boletim traz, inclusive, queda em casos de sífilis congênita-transmitida de mãe para recém-nascidos-de 473 casos, em 2018, para 425 casos, em 2019.

O Subsecretário de Vigilância Sanitária alerta para a necessidade de prevenção, bem como a importância da detecção da doença e início do tratamento. A Técnica de Gestão de Vigilância IST, Daniela Magalhães, esclarece que ” O controle da sífilis é possível devido à interrupção da cadeia de transmissão e à prevenção de novos casos. A detecção precoce e o tratamento são indispensáveis para prevenir a transmissão da doença, assim como o tratamento adequado das associações sexuais. ”

O boletim também informa que a taxa de mortalidade infantil para sífilis congênita mostrou uma queda significativa de 16,6 casos em cada 100 nascidos vivos, no ano de 2016, para 4,8 casos em 100 nascidos vivos em 2019. O subsecretário considera que esses dados são positivos, mas reforça a importância de manter os cuidados necessários para evitar a transmissão da doença.

Ação preventiva

A Gerência de Monitoramento do IST, a Secretaria de Saúde, atua melhorando a prevenção de novos casos a partir de estratégias de comunicação em saúde para a população em geral e, especialmente, para as populações mais vulneráveis, por meio da educação permanente das equipes de saúde, com o desenvolvimento de ações estratégicas para a prevenção coletiva da doença.

O boletim produzido pela gerência visa descrever o perfil epidemiológico dos casos notificados de sífilis no período de 2014 2019; apresentar a análise de notificações de casos; e conceder subsídios, com base nas provas, à tomada de decisão nas regiões de saúde para a implementação de ações de prevenção e controle de doenças. “A expectativa é que, com base nessas análises publicadas, a tomada de decisão seja baseada nas provas no DF”, explica Daniela Magalhães.

Além disso, ela ressalta a importância de fortalecer a área técnica da vigilância sanitária e da assistência à saúde. “Durante todo o mês de outubro, a construção de capacidade foi realizada em regiões de saúde que buscam a qualificação dos profissionais de saúde no atendimento e relato de casos”, lembra Daniela, reforçando que o acesso à informação possibilita que o usuário busque espontaneamente o cuidado e a redução do estigma em relação às infecções sexualmente transmissíadas.

Diagnóstico e tratamento

Transmissão de sífilis pode ocorrer por meio de relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada ou mãe para a criança durante a gravidez ou o parto. O tratamento é feito com o uso do medicamento disponível na rede pública de saúde.

Os testes rápidos para diagnóstico estão disponíveis nas UBSs e a população também pode contar com o Núcleo De Testagem e Contratação (NTA), instalado na Rodovia do Plano Piloto. O resultado do teste sai em até 30 minutos após a coleta do material. Se o ensaio for positivo, a amostra é encaminhada para comprovação laboratorial. Após a confirmação, o tratamento começa imediatamente.

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

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