PMDF gastará R$ 6,2 milhões em balas de borracha e bombas de gás

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PMDF gastará R$ 6,2 milhões em balas de borracha e bombas de gás

O pregão eletrônico receberá propostas até 9 de janeiro de 2020. Os objetos vão abastecer o BPChoque e o Bope

Polícia Militar do DF vai renovar os estoques de gás lacrimogêneo, balas de borracha, granadas de efeito moral e outros instrumentos de menor potencial ofensivo. O aviso de licitação, por meio do Pregão Eletrônico nº 32 /2018, foi publicado no Diário Oficial do DF em 26 de dezembro, no valor de R$ 6,2 milhões.

Os instrumentos de menor potencial ofensivo e agentes químicos lacrimogêneos são para o Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) e para o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Para o BPChoque, estão previstos 19 tipos de itens – entre eles, 12 mil cartuchos plásticos calibre .12 com projétil de borracha base oca, de precisão; 420 granadas de emissão lacrimogênea; 450 granadas de efeito moral. Ao todo, são 38.680 instrumentos.

O Bope tem previsão de equipamentos com 22 especificações diferentes. Também estão incluídas balas de borracha (3 mil); granada lacrimogênea (300), granadas com pigmentação amarela, azul, verde, vermelha, laranja, branca, cinza, e outros. Ao todo, são 8.410 itens.

“Esse material, além de ser utilizado com frequência, tem validade, justificando a recomposição de estoque. Ele é usado em manifestações, treinamentos e controle de distúrbios civis”, afirmou a PMDF por meio de nota.

A previsão de compra feita pelo Departamento de Logística e Finanças foi lançada em 2018, mas demorou para ser concluída em virtude de uma série de análises que o processo demanda. O prazo de tramitação, até o momento, é de um ano e meio para divulgação do pregão eletrônico.

As empresas interessadas em participar devem apresentar propostas até 9 de janeiro de 2020. O edital foi elaborado com antecedência porque os elementos têm prazo de validade – a maior parte deles de, no máximo, cinco anos.

Justificativas

No pregão, a Polícia Militar, justifica a compra dos materiais exemplificando eventos anteriores em que precisou usar armas de menor potencial ofensivo.

“Considerando a ocorrência de grandes protestos no ano de 2017, na Esplanada dos Ministérios, que tiveram diversos tipos de motivações, percebeu-se dificuldade no trato com os manifestantes, principalmente no uso correto dos níveis de força dos policiais”, afirma a corporação.

Ainda de acordo com a polícia, foi “necessário o emprego de grandes quantidades de instrumentos de menor potencial ofensivo e agentes químicos para a PMDF”.

Segundo a corporação, a aquisição dos equipamentos “tem como objetivo dotar as unidades de meios eficazes e seguros para preservação de vidas. São necessários para a gestão de grandes massas, bem como nas desobstruções de vias públicas, reintegração de posse e intervenções prisionais”.

“Considera-se o emprego de armas de fogo uma medida extrema e tida como o último nível de força que deve ser empregada”, conclui a PMDF.

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News

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