Operação da PCDF desmonta quadrilha de grileiros e prende seis pessoas

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Operação da PCDF desmonta quadrilha de grileiros e prende seis pessoas

Os criminosos falsificavam a documentação dos lotes em cartórios do Entorno para dar uma aparência legal à venda, e ameaçavam moradores com violência


AG Agatha Gonzaga

postado em 17/12/2019 16:26 / atualizado em 17/12/2019 16:27

(foto: Divulgação/PCDF)

Uma quadrilha especializada no parcelamento de terras em áreas do Altiplano Leste, Paranoá e Gama foi alvo de ação da Polícia Civil nesta terça-feira (17/12). A Operação Beirute, deflagrada pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema), cumpriu 29 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão nos locais citados. Seis pessoas foram detidas.

De acordo com a titular da Dema, Mariana Almeida, o grupo era investigado desde fevereiro e ao menos um participante foi preso em flagrante à época. Após a prisão, a delegacia passou a receber denúncias de que os demais integrantes continuavam a ameaçar moradores e a agir de forma violenta.
“Eles agiam com muita truculência, usavam armas de fogo para intimidar os moradores e, em uma ocasião, no intuito de expulsar uma pessoa que estava ocupando a área da chácara que eles queriam parcelar, chegaram a colocar fogo no barraco, que acabou se alastrando e ocasionou também dano ambiental”, relatou a delegada.
Segundo a investigação um dos presos é topógrafo. Ele era o responsável por identificar áreas mais nobres de acordo com seus  conhecimentos técnicos. Alguns dos parcelamentos se encontram próximos a condomínios já regularizados. Para a polícia, o bando acreditava que assim também conseguiria legalizar os lotes.
Os criminosos escolhiam os terrenos em áreas nobres para o parcelamento de terras(foto: Divulgação/PCDF)

Em uma das ações, os bandidos chegaram a lucrar R$ 500 mil com a venda de uma chácara no Paranoá. Segundo a delegada, os pagamentos eram feitos com veículos de luxo, apartamentos e salas comerciais.

Ainda conforme Mariana Almeida, os integrantes da quadrilha “terceirizaram” o esquema de grilagem na região do Altiplano Leste por considerar que estariam “queimados” no local. Além disso, buscavam cartórios no Entorno do Distrito Federal para autenticar documentos falsos.
“Para dar uma aparência de legalidade eles forjavam documentos, falsificavam uma verdadeira cadeia dominial de cessões de direitos, passando de um para o outro. Também se utilizam de laranjas e de pessoas que já faleceram para praticar os crimes”, detalhou.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, parcelamento irregular do solo para fins urbanos, dano ambiental, incêndio, coação no curso do processo, disparo de arma de fogo, uso de documento falso, incêndio e lavagem de dinheiro.
Adaptações: Alexandre Torres
Guará News

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