Modelo que foi capa da Playboy é condenada a oito anos de prisão por tráfico de drogas

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Por Walder Galvão, G1 DF

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News


Flavia foi capa da revista Playboy — Foto: Reprodução/ Instagram

Flavia foi capa da revista Playboy — Foto: Reprodução/ Instagram

A 1ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal condenou a modelo Flávia Bernardes Tamaio a 8 anos de prisão, em regime semiaberto, por venda de drogas e associação para o tráfico. Ex-capa da revista masculina Playboy, ela foi sentenciada por comercializar os entorpecentes ao fazer programas na capital. Cabe recurso.

Flávia foi presa em julho do ano passado, em um hotel no Espírito Santo, em uma operação da Polícia Civil do DF. À época, os investigadores afirmaram que a mulher cobrava entre R$ 500 e 1 mil por programa, regado a cocaína e haxixe (veja mais detalhes abaixo).

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pelo menos entre os meses de janeiro de 2018 e agosto de 2020, Flávia e Carlos Alberto Rivetti Levy, outro sentenciado no processo, se associaram para traficar drogas.

O homem foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado. 

O processo diz ainda que Carlos fornecia drogas à Carla, que comercializava entre os clientes que a contratavam para os programas. Em 19 de junho de 2020, segundo o processo, a Polícia Civil apreendeu drogas, como porções de maconha e cocaína, na casa da modelo, em Águas Claras. Em um hotel que ela havia se hospedado, no Plano Piloto, mais entorpecentes foram encontrados.

Julgamento

 

Flávia Bernardes Tamaio é famosa por ter sido capa de revistas no Brasil e no exterior e ter estrelado filmes eróticos — Foto: Reprodução/Instagram

Flávia Bernardes Tamaio é famosa por ter sido capa de revistas no Brasil e no exterior e ter estrelado filmes eróticos — Foto: Reprodução/Instagram

A decisão é do dia 16 de julho, assinada pelo juiz Lucas Lima da Rocha. Segundo o processo, a defesa dos investigados alegou “ilicitude” nas provas encontradas.

O advogado de Flávia pediu a absolvição da ré, ou a desclassificação da conduta de tráfico e sim de que os entorpecentes eram para uso próprio, ou ainda a fixação da pena no mínimo legal, bem como revogação do pedido de prisão preventiva. Ao magistrado, Flávia negou o crime.

Na audiência, a mulher disse que se tratava de “perseguição”, que não fazia programas junto à venda de drogas. Afirmou ainda que era usuária dos entorpecentes e que as porções encontradas na casa dela eram para uso pessoal.

Carlos também alegou que é inocente e que usava as drogas juntamente com a modelo. Entretanto, o juiz não aceitou a tese dos réus.

“O processo tramitou com total observância dos regramentos legais, sob a égide dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Inexistindo preliminares pendentes de apreciação, avanço na apreciação do mérito”, considerou.

 

O magistrado disse ainda que as autorias dos sentenciados estão “igualmente comprovadas pelos documentos retromencionados, bem como pela prova oral produzida em regular instrução”, já que testemunhas chegaram a dar detalhes sobre os crimes praticados.

 

Flávia é conhecida por ter sido capa de revistas no Brasil e em Portugal e por ter estrelado filmes eróticos. No ano passado, a Polícia Civil disse que o grupo do qual ela fazia parte atuava na venda e distribuição de drogas, principalmente sintéticas e cocaína, para clientes de alto poder aquisitivo no DF.

“Ela tinha uma agenda muito cheia e não tinha um local certo, viajava o Brasil. Um dia antes da operação, ela foi para Florianópolis”, disse à época o delegado Ricardo Oliveira, da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte.

A modelo foi presa em 21 de julho, ao chegar à recepção de um hotel em Vitória, no Espírito Santo. Câmeras de segurança do estabelecimento capturaram o momento da abordagem (veja vídeo acima). Dias depois, ela foi transferida à Brasília, onde permaneceu em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica.

A prisão foi uma continuidade da Operação Rede, realizada em junho de 2020 no Distrito Federal, que resultou no cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão e de prisão. À época, seis grupos criminosos especializados no tráfico de drogas sintéticas e de cocaína na região central de Brasília foram alvos da polícia.

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