Despreparo. Abordou errado e e ainda sem qualificação profissional, diz sindicato.

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O Sindicato dos Vigilantes procurou pelo para esclarecer que se trata de um porteiro. Entidade planeja acionar a Polícia Federal

atualizado 11/05/2021 15:58

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News

Reprodução / Facebook

O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF) se manifestou sobre o caso em que um suposto vigilante repreendeu uma mulher de biquíni no Pontão, no Lago Sul. O caso ocorreu na última sexta-feira (7/5).

Segundo a entidade, o homem que aborda a servidora pública Patrícia Nogueira não é um vigilante cadastrado. Trata-se de um porteiro que desenvolve trabalho de vigilante, algo considerado ilegal. Prática recorrente, segundo o sindicato.

“Ela não foi abordada por um vigilante, mas por um porteiro. Os vigilantes passam por um curso, são submetidos a vários treinamentos e também a forma de abordagem”, aponta o presidente do Sindesv-DF, Paulo Quadros.

Ao colocar um porteiro, Paulo revela se tratar de uma tentativa de economia financeira realizada pela administração do local. “Na verdade, é uma economia que a administração do Pontão faz para não contratar vigilantes e, assim, coloca um porteiro para fazer o serviço de ronda. A população acaba pensando que é um vigilante, que tem todas as qualificações, enquanto não é”, acrescenta o mandatário.

Prática ilegal

Os vigilantes são redigidos pela Lei nº 7.102, na qual dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores.

Ainda de acordo com Paulo, o sindicato planeja acionar a delegacia de fiscalização da segurança privada (Delesp), da Polícia Federal, por entender se tratar de uma prática ilegal. “Nós vamos denunciar para a Polícia Federal a situação. Ele exerce um serviço ilegal, aquele é o papel da vigilância”, revela.

O que diz o estabelecimento?

Após a repercussão, a reportagem acionou a administração do complexo gastronômico e turístico de Brasília, que esclareceu que “não pactua e repudia todo e qualquer tipo de discriminação, seja ela de que natureza for e que não foram repassadas tais regras ao chefe da vigilância”.

“Informamos que o vigilante já foi advertido e a empresa terceirizada de segurança, notificada”, comunicou a administradora do complexo, Sandra Campos.

O caso

Patrícia andava de bicicleta e decidiu retirar a camiseta, ficando com a parte de cima do biquíni à mostra, fato que fez com que um porteiro do Pontão, no Lago Sul, a advertisse sobre a proibição do uso, o qual considerou “traje de banho”. No exato momento da abordagem, contudo, um homem descamisado passa e não é alvo de investida por parte do vigilante do parque, concedido à iniciativa privada.

“Fui lá, de manhã, pra tomar sol, ver o lago, e aí estava de short e coloquei a parte de cima do biquíni. Desci a blusa e aí o guarda veio, me mandou colocar a camiseta e que eu não podia ficar ali com a parte de cima do biquíni, de short, tênis, máscara, né? Mas a parte de cima do biquíni não podia mostrar. E na hora que ele estava falando isso pra mim, passou um homem andando sem camisa. Aí eu falei, mas ele tá sem camisa e eu não posso ficar com a parte de cima do biquíni? Ele falou, não. Isso é um absurdo, muito grande”, desabafou.

Segundo Patrícia, o funcionário orientou “de forma educada” que ela colocasse uma roupa de ginástica como forma de respeitar as regras internas do parque.

“Quer dizer, não só eles censuram o nosso corpo como querem me dizer o que eu devo usar, enquanto um homem passa sem camisa ali do lado. Fiquei muito indignada com isso. Eu estava com a parte de cima do biquíni, uma parte de biquíni grande, a diferença daquilo para o top de ginástica seria o quê? Meio grama a mais de tecido? Este é o país em que vivemos”, continuou.

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