Cesta básica mais cara do Brasil no DF: macarrão, óleo e carnes ficam mais baratos no DF a partir de 2022

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Por Brenda Ortiz

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News


Cliente faz compras em supermercado — Foto: Divulgação

Cliente faz compras em supermercado — Foto: Divulgação

O preço médio da cesta básica no Distrito Federal fica mais barato a partir de 2022. Uma lei publicada no Diário Oficial (DODF) desta quinta-feira (4) determina a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 18% para 7%, sobre pelo menos 10 produtos. Veja lista abaixo:

Alimentação

  • Macarrão comum cru;
  • Óleos refinados de milho, girassol e algodão;
  • Carnes de gado bovino e suína, salgadas, em salmoura, defumadas ou simplesmente temperadas;
  • Açúcar cristal e açúcar refinado obtidos da cana-de-açúcar, em embalagens de conteúdo com até 5 kg, exceto as embalagens contendo envelopes individualizados (sachês) de conteúdo inferior ou igual a 10 g;
  • Manteiga;
  • Sardinha e atum em lata e peixe fresco, refrigerado ou congelado.

 

Higiene

  • Sabões;
  • Água Sanitária;
  • Papel higiênico;
  • Absorvente feminino.

 

A norma, que entra em vigor no dia 1º de janeiro, é de autoria do Governo do Distrito Federal (GDF). A medida faz parte de um programa de redução de tributos para combater os efeitos gerados pela pandemia de Covid-19 que, segundo o texto, “atingiu a população mais vulnerável, social e economicamente”.

Em setembro, a cesta básica no DF chegou a custar R$ 617,65 (veja mais detalhes abaixo). Com a redução no ICMS, o GDF prevê redução de R$ 106 milhões na arrecadação anual.

Segundo o texto, o estabelecimento que não repassar a redução será penalizado com advertência, multa e até a suspensão ou cassação do alvará de funcionamento.

Cesta básica mais cara do Brasil

Brasília registrou a maior alta do país no preço da cesta básica em setembro. Segundo uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor passou de R$ 594,59, em agosto, para R$ 617,65, em setembro. A alta é de 3,38%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a subida no preço da cesta básica é ainda maior e também a mais alta do país: 38,56%. O levantamento do Dieese avaliou os preços de 13 itens de alimentação, considerados básicos na dieta de uma pessoa adulta. A entidade analisou dados de 17 capitais.

Segundo a pesquisa, a cesta básica em Brasília é a oitava mais cara do país, e, em média, a população precisa trabalhar 123 horas e 32 minutos para adquirir os produtos. O índice é maior que a média nacional, de 115 horas e 2 minutos.

O estudo aponta ainda que só a cesta básica representa 60,7% do salário médio dos trabalhadores da capital.

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