Caminho da Fé e Rota das Nascentes, novos rumos do turismo do DF

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Por Milena Castro*, G1 DF

Adaptações: Alexandre Torres

Guará News


Procissão durante a semana santa em Brazlândia, no DF, em imagem de arquivo — Foto: Facebook/Reprodução

Procissão durante a semana santa em Brazlândia, no DF, em imagem de arquivo — Foto: Facebook/Reprodução

As novas rotas foram oficializadas por meio de leis, sancionadas pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e publicadas no Diário Oficial do DF na quarta-feira (13). As medidas já estão valendo mas, na prática, as atrações ainda precisam ser organizadas.

A secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, informou que os trajetos vão passar pela fase de estruturação. “A próxima etapa é definir por onde passarão as rotas, instalar a sinalização turística e elaborar o material de divulgação”. A pasta não informou quando isso deve acontecer.

Caminho da Fé

 

Santuário Arquidiocesano Menino Jesus, em Brazlândia, no DF — Foto: Divulgação

Santuário Arquidiocesano Menino Jesus, em Brazlândia, no DF — Foto: Divulgação

O Caminho da Fé é um percurso religioso que deve ser realizado em três etapas, entre maio e dezembro. Segundo o texto da lei, o percurso sai de Taguatinga, passa pelo Centro de Evangelização Renascidos em Pentecostes, em Ceilândia, com destino final no Santuário Arquidiocesano Menino Jesus, em Brazlândia.

De acordo com a norma, o percurso deve ser realizado nas seguintes datas:

  • Primeiro domingo de maio: o encontro da Mãe com o Filho;
  • Último domingo de outubro: Benção das Águas e Frutos da Terra;
  • Penúltimo domingo de dezembro: Dedicação do Santuário Menino Jesus em Brazlândia e Natal.

 

Antes do “Caminho da Fé” se concretizar como rota turística, o governo do DF deve criar, em conjunto com as entidades religiosas, o trajeto das vias e disponibilizar folders com o mapa da rota e a distância a ser percorrida.

O projeto que deu origem ao percurso é de autoria do deputado distrital Iolando Almeida (PSC). Ao apresentar a proposta, o parlamentar disse que a medida busca estimular “aqueles que professam a fé cristã”.

“A ideia de fazer o projeto surgiu de uma demanda da igreja católica. Esse percurso já era feito pela catedral de Brazlândia, mas não era oficializado. Então, o objetivo foi reconhecer esse caminho”, informou a assessoria do deputado.

Rota das Nascentes

 

Cachoeira na região do Poço Azul, em Brazlândia — Foto: Vianey Bentes/TV Globo

Cachoeira na região do Poço Azul, em Brazlândia — Foto: Vianey Bentes/TV Globo

O outro projeto que virou lei estabelece a Rota das Nascentes. A medida prevê a criação de dois roteiros:

  • Pré-Histórico: percurso com cavernas que tem pinturas rupestres e sítios arqueológicos indígenas, de 10 mil anos atrás até a chegada dos portugueses;
  • Roteiro do Ouro: trajeto registrado pelo bandeirante Urbano do Couto Menezes no século XVIII.

 

Os percursos passam pelas regiões de Brazlândia, Sobradinho e Planaltina, no DF; e pelas cidades de Padre Bernardo, Planaltina de Goiás, Água Fria e Formosa, no Entorno.

A lei é resultado de um projeto apresentado, em 2015, pela então deputada Luzia de Paula (PSB). Na época, ela argumentou que a medida era uma forma de divulgar a história e o turismo ecológico na região.

“Não há qualquer dúvida que existe no Distrito Federal a tendência natural do turismo ‘eco-histórico’, tendo em vista seus rios, vales, morros e lagoas”, afirmou a deputada na proposta.

 

Espaços religiosos e ecoturismo no DF

 

Além dos novos espaços, o DF também tem outras atrações de turismo religioso e ecoturismo. A Catedral de Brasília – monumento projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer –, por exemplo, já era responsável por atrair muitas pessoas de fora da capital.

Além da igreja, que fica na Esplanada dos Ministérios, o visitante também encontra em Brasília outros santuários religiosos, como o Templo Shin Budista Terra Pura e o Vale do Amanhecer.

É importante lembrar que, por causa da pandemia de Covid-19, alguns espaços não estão recebendo visitação do público. Pensando nisso, uma dica é usar as rotas online, disponibilizada pela Secretaria de Turismo, que mostram templos e igrejas da capital.

Já para quem prefere a natureza, o Distrito Federal tem opções de trilhas que podem ser feitas de bicicleta, a pé e até montado a cavalo. O projeto Caminhos do Planalto Central está mapeando 400 quilômetros de trilhas conectadas na capital.

“O foco é a criação de corredores ecológicos para unir as trilhas do DF”, afirma Marcio Bittencourt, coordenador da iniciativa.

 

Trilhas mapeadas pelo projeto Caminhos do Planalto Central — Foto: Divulgação

Trilhas mapeadas pelo projeto Caminhos do Planalto Central — Foto: Divulgação

“Nesse trajeto, as pessoas vão encontrar rios, mirantes naturais, vegetação típicas do Cerrado, e chapadas, como é o caso da Chapada de Contagem, que fica no Lago Oeste”, conta Marcio.

O projeto é composto por voluntários que sinalizam as trilhas e as marcam. O Caminhos do Planalto Central faz parte da Rede Brasileira de Trilhas, que está mapeando percursos em diversos cantos do país.

As trilhas mapeadas no DF estão nas seguintes áreas:

  • APA Cafuringa,
  • APA Descoberto,
  • APA Lago Paranoá,
  • APA Planalto Central,
  • Estação Ecológica de Águas Emendadas
  • Floresta Nacional de Brasília
  • Parque Nacional de Brasília

 

Diversão para toda idade

Para quem acha que fazer trilha é uma opção apenas para os jovens, o geólogo Edgar Fagundes, de 64 anos, vem mostrar o contrário. Ele já fez a trilha Inca de Machu Picchu, no Peru, e andou pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.

Edgar conta que “quem começa a fazer trilha, caminhar na natureza, se sente muito bem”. Desde que se mudou do Rio Grande do Sul para Brasília há 30 anos, ele se aventura no Cerrado.

Parte do Caminhos do Planalto Central, ele está ajudando a colocar as trilhas no mapa. “Fazer trilha no DF é maravilhoso. Por aqui, há uma natureza exuberante e, nessa época, o Cerrado fica cheio de flores”.

Edgar também dá a dica: para fazer uma trilha, é necessário colocar na mochila pelos menos 2 litros de água, calçado adequado, roupa confortável, e claro, a máscara de proteção contra a Covid-19.

Adaptações: Alexandre Torres

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